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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sem acordo, policiais federais mantêm greve

Sem acordo na reunião com o governo, a greve dos policiais federais deve continuar, pelo menos, até a próxima semana. Segundo Naziazemo Florentino Santos Junior, diretor da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) no Paraná, a maioria dos 27 sindicatos que compõem a federação já deram indicativo de continuar a paralisação. “Não podemos aceitar que o governo nos trate com desrespeito e ameaças. Isso só vai servir para acirrar os ânimos na instituição. Só vamos voltar a trabalhar quando decidirmos ou quando a justiça determinar”, afirma Santos.
Nesta quinta-feira, houve nova rodada de negociações com o Ministério do Planejamento. O órgão manteve a proposta de 15,8% de reajuste, diluído até 2015, no ritmo de 5% ao ano. “Nós não estamos querendo aumento de salário, pura e simplesmente. Temos que resolver algumas situações internas, reestruturar a carreira”, afirma o diretor.
Na reunião, o governo admitiu levar a proposta de reestruturação, defendida por agentes, peritos, escrivães e pessoal administrativo, para uma rodada de discussão com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O ministro mandou um emissário, o assessor especial Marcelo Veiga, para a mesa de negociações, presidida pelo secretário de Relações do Trabalho do Planejamento, Sérgio Mendonça. Para o representante do sindicato no Paraná, contudo, a greve continua até o governo proponha uma solução concreta à categoria. “Para a gente, é indiferente este prazo de 30 de agosto, que é quando fecha o orçamento. Queremos reestruturação da carreira. Então, enquanto não formos ouvidos pelo governo, vamos continuar revendo e avaliando a paralisação”, afirma Santos.
Segundo o diretor, agentes, escrivães e papiloscopistas são carreiras enquadradas em uma tabela de ensino médio. A reivindicação é passar para uma tabela de nível superior. “Não conseguimos aceitar essa distorção”, diz.
Rigor Zero
Com a greve, os policiais devem manter a operação “Rigor Zero” no Aeroporto Afonso Pena. A emissão de passaportes também deve ficar prejudicada. A orientação é para que apenas as pessoas que já tinham agendado a emissão do documento compareçam ao local. Para quem não tem urgência, o conselho dos grevistas é para que aguarde um momento menos atribulado para procurar a emissão da identificação internacional. Para informações, o telefone de contato da PF é (41) 3251-7501.
A paralisação continua pelo menos até a próxima semana, quando uma nova reunião entre os 27 sindicatos avaliará os rumos do movimento

terça-feira, 17 de julho de 2012

LDO é aprovada sem previsão de reajuste para servidores

O Congresso aprovou nesta terça-feira (17) a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2013 sem prever reajuste para servidores nem para aposentados que recebem mais de um salário mínimo. O texto segue para sanção presidencial. Com isso, a partir desta quarta-feira (18), os parlamentares entram em recesso até o dia 31 de julho.
O parecer do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) atende ao governo ao não prever reajuste para servidores. A solução encontrada foi deixar uma brecha para que o Executivo negocie com esses setores possíveis reajustes a serem incluídos na Lei Orçamentária Anual, que será entregue em agosto ao Congresso.
Sem aval do Planalto, Valadares ainda incluiu no chamado Anexo de Metas, uma lista de obras prioritárias no valor de R$ 11 bilhões.
Para liberar a votação, ele cedeu aos oposicionistas e retirou a previsão para que o governo pudesse investir no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e nas estatais, mesmo se o orçamento não for aprovado até 31 de dezembro pelo Congresso.
O governo sempre tenta incluir essa manobra, mas acaba derrotado. Portanto, se a peça orçamentária não for concluída por deputados e senadores, o governo só continua podendo gastar com o custeio da máquina.
O Planalto não conseguiu emplacar regras mais flexíveis para a fiscalização de obras de estatais e empresas de capitais misto.
A Comissão de Orçamento chegou a aprovar a medida, que foi derrubada pelo plenário. A ideia era que elas não tivessem mais que apresentar justificativas aos órgãos de controle se não seguirem os preços das tabelas oficiais desde que seguissem seu regime diferenciado. A proposta beneficiaria Petrobras e Eletrobas, especialmente.
Permaneceu no texto a determinação para que estatais e empresas mistas tenham que divulgar salários.
Mesmo com o mercado diminuindo a previsão de crescimento da economia, o texto manteve os índices macroeconômicos.
O crescimento permanece em 5,5% do PIB, o superavit primário chega a R$ 155,85 bilhões e o salário mínimo sobe para R$ 667,75.
O governo também fica autorizado descontar do superavit R$ 45,2 bilhões referentes ao PAC.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Exército dos EUA ajudará Brasil na construção de vias fluviais

O exército dos Estados Unidos ajudará o governo brasileiro na construção de vias fluviais para melhorar a distribuição da produção agrícola entre os Estados de Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.
O projeto de cooperação foi discutido nesta terça-feira em reunião em Brasília entre os diretores da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do Rio São Francisco e Parnaíba (Codevasf) e o comandante Douglas Fraser, chefe do Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos.
A Codevasf, empresa pública do Ministério de Integração, explicou em comunicado que Fraser selou um acordo de cooperação técnica para consultoria na área de hidrovias. A parceria visa o controle de processos erosivos, garantia de navegabilidade e contenção das margens do rio São Francisco, o terceiro maior rio do Brasil, com mais de 3 mil quilômetros de extensão.
A intenção das autoridades brasileiras é melhorar o trânsito de mercadorias, sobretudo do setor agrícola, e favorecer diversos planos vinculados à distribuição dos produtos da agricultura familiar.

Deputados russos ratificam protocolo de adesão da Rússia à OMC

A Duma, a câmara baixa do parlamento russo, ratificou nesta terça-feira o protocolo de adesão à Organização Mundial do Comércio (OMC), uma etapa histórica que põe fim a 18 anos de difíceis negociações.
O texto, que teve a oposição dos parlamentares comunistas, foi ratificado por 238 votos a favor, 208 contra e uma abstenção. O partido no poder Rússia Unida dispõe da maioria absoluta na Duma, com 238 cadeira em um total de 450.
Os outros partidos representados também anunciaram que votariam contra, pois consideram que inúmeras empresas russas acabarão declarando falência devido à concorrência estrangeira.
Este texto deve ser aprovado pelo Conselho da Federação (câmara alta) e depois assinado pelo presidente Vladimir Putin, para entrar em vigor 30 dias depois.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Premiê chinês propõe zona de livre comércio com Mercosul

Buenos Aires, 25 Jun 2012 (AFP) -O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, propôs nesta segunda-feira analisar a possibilidade de criar uma zona de livre comércio entre seu país e o Mercosul, durante uma videoconferência realizada em Buenos Aires com os presidentes dos países fundadores do bloco.
"Queremos realizar estudos de viabilidade sobre o estabelecimento de uma zona de livre comércio entre China e Mercosul", disse Wen, junto à presidente argentina, Cristina Kirchner, na Casa Rosada, no fim de uma viagem regional que o levou a Buenos Aires, Brasília e Montevidéu.
"A China está disposta a iniciar um diálogo de chanceleres com o Mercosul", afirmou o primeiro-ministro chinês, em videoconferência transmitida diretamente pela imprensa local, e que incluiu os presidentes Dilma Rousseff e José Mujica, do Uruguai.
Wen antecipou também que seu país está disposto a "trabalhar conjuntamente para promover a construção da rede de transporte da região sul-americana".
O governante lembrou que seu país "manteve estreitas cooperações no terreno comercial do Mercosul, e a China se tornou o segundo mercado de exportação para o Mercosul".
Em 2011, a China exportou ao Mercosul 48,451 bilhões de dólares (34% mais que no ano anterior) e importou do bloco sul-americano 51,033 bilhões de dólares (37,9% que em 2010).
Em sua intervenção, o premiê anunciou que o propósito de Pequim é que em 2016 seja duplicado o comércio bilateral com Argentina, Brasil e Uruguai, na comparação com este ano.
Durante sua viagem pelos três países latino-americanos, Wen assinou acordos de cooperação e se espera que se aprove uma declaração entre o gigante asiático e o Mercosul na próxima cúpula presidencial do bloco que ocorrerá nesta quinta e sexta-feira em Mendoza (Argentina).
"É indiscutível a prioridade que damos à relação com a China", disse Dilma na videoconferência, classificando de "absolutamente estratégico" construir "uma relação muito produtiva entre os países do Mercosul e a China".
"É uma estratégia para evitar que a crise contamine nossos mercados e estenda seus tentáculos sobre nós, provocando consequências que não desejamos nas áreas do emprego, a distribuição de renda, e prejudicando o crescimento econômico", completou.
O Paraguai não participou da teleconferência, país fundador do Mercosul junto a Argentina, Brasil e Uruguai, cuja participação na próxima cúpula foi suspensa após a destituição de Fernando Lugo como presidente.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Dólar sobe mais de 1% mesmo com ação do BC

O dólar subiu mais de 1% ante o real nesta segunda-feira (11), mesmo com o Banco Central voltando a fazer um novo leilão de swap cambial tradicional. Segundo operadores, o mercado testou se a autoridade monetária voltaria a atuar, diante de uma oferta menor de contratos, o que ajudou a puxar a cotação para cima.
Também pesou o cenário externo mais conturbado, já que ainda segue com incertezas em relação à Espanha e à zona do euro. A expectativa agora é que o BC possa voltar a intervir no mercado nesta terça-feira.
A moeda norte-americana fechou em alta de 1,64%, cotada a R$ 2,0573. Foi a maior alta da divisa desde o dia 22 de maio, quando subiu 1,67%.
A última vez em que o BC havia atuado foi na sexta-feira, ofertando 30 mil contratos de swap, o que fez o dólar fechar em queda de 0,14%. No leilão desta segunda-feira, foram apenas 20 mil contratos, sendo que foram vendidos 8 mil papéis.
"Quando ele anunciou o swap, o dólar chegou a desacelerar, mas depois voltou a subir. Achei que talvez ele pudesse fazer outro swap. Mas ainda há alguma incerteza no exterior, essa semana há eleições na Grécia e o resgate a Espanha pode não resolver o problema", disse o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel.
Para ele, o cenário externo incerto ajudou a sustentar a alta da moeda, mas o mercado também pode ter testado patamares mais altos da moeda para ver se o BC voltaria a atuar. Entre os motivos para essa reação do mercado citou a oferta menor de contratos.
O gerente ainda acredita que a autoridade monetária não quer ser previsível para o mercado, atuando sempre no mesmo patamar. Desta vez, o BC anunciou o swap com o dólar em torno de R$ 2,03 sendo que, em outras ocasiões, a moeda estava perto de R$ 2,05.
"Talvez o dólar tenha continuado a subir pelo valor do swap e talvez o BC não tenha atuado no momento certo. A moeda estava começando a descolar do exterior, mas ele podia esperar e fazer um swap com um lote maior. O mercado também testou se ele interviria de novo", disse.
Na sexta-feira, o BC havia vendido 24.400 contratos, ou 68%, da oferta de até 30 mil contratos de swap cambial tradicional -que equivale a uma venda de dólares no mercado futuro. Na maioria dos leilões anteriores ofertou 40 mil contratos, vendendo cerca de um terço deles.
Outro operador de câmbio, que prefere não ser identificado, destacou que houve especulação no mercado. "Acho que se o BC ficar fazendo sempre as mesmas atuações, o mercado, que não é bobo, vai fazer o BC dançar no ritmo dele", afirmou. A expectativa dos operadores, agora, é que o BC possa voltar a atuar, talvez até com mais força.
"Se essa tendência continuar, nós veremos o BC atuar de novo e provavelmente com maiores ofertas. O risco é de subir mais, não há perspectiva para tomada de risco no curto prazo", disse o estrategista de câmbio para a América Latina da BBVA, em Nova York, Alejandro Cuadrado.

Bioetanol - Programa brasileiro enfrenta sua maior crise

FAPESP via Jornal da Ciência

O Brasil precisa criar políticas públicas para assegurar a continuidade do programa de bioetanol brasileiro e evitar ou minimizar as sucessivas crises pelas quais tem passado desde que foi criado na década de 1970, sob a alcunha de Programa Nacional do Álcool (Proálcool), para enfrentar os choques de preço do petróleo.
A avaliação foi feita por representantes do governo, de instituições de pesquisa e das indústrias sucroalcooleira e automotiva, que participaram diretamente dos processos de planejamento, implantação e construção do Proálcool, durante o seminário "O renascimento do bioetanol brasileiro: os fundadores do Proálcool", realizado pelo Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo (USP) no dia 4 de junho.
Na opinião de participantes do evento, de todas as crises pelas quais o programa de bioetanol brasileiro passou ao longo das últimas décadas, a que está vivendo hoje - caracterizada pela estagnação da produção do álcool no país e o elevado endividamento de diversas usinas - é a mais grave. Isso porque ela depende de uma intervenção do governo para ser solucionada, enquanto as crises anteriores foram sanadas por meio de soluções tecnológicas.
"A crise atual é a mais séria, porque depende de políticas públicas para corrigir a distorção do preço da gasolina, que está congelado, enquanto os custos de produção do álcool e da cana dobraram nos últimos oito anos", disse Maurílio Biagi Filho, pertencente a uma tradicional família de usineiros do país que fundou a usina Santa Elisa e um dos primeiros signatários do Proálcool.
A opinião de Biagi Filho foi compartilhada por Cícero Junqueira Franco, fundador da Usina Vale do Rosário e um dos idealizadores do Proálcool juntamente com o engenheiro Lamartine Navarro Júnior (1932-2001). "É preciso iniciar uma prática de política pública para o álcool. Até hoje estamos patinando nesse quesito, o que gera insegurança tanto para os produtores de álcool como para os consumidores", avaliou Franco.
De acordo com os participantes do evento, a fase áurea do Proálcool teve início em 1979 - quando houve a segunda crise do petróleo e o álcool se tornou viável - e terminou em 1985. Nesse período, em que houve um esforço governamental para tornar o álcool competitivo em relação ao petróleo, foram criadas mais de 200 destilarias autônomas - situadas principalmente no Estado de São Paulo - dedicadas a produzir exclusivamente álcool.
Além disso, algumas montadoras instaladas no Brasil, como a Fiat e a Volkswagen, iniciaram a produção de automóveis movidos a álcool, que chegaram a representar 90% da frota de veículos novos comercializados no País. E instituições de pesquisa, como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), reativaram seus programas de pesquisa e desenvolvimento de motores automotivos.
Porém, esse ciclo virtuoso do combustível no País começou a ser interrompido em 1985, quando o preço do petróleo voltou a cair e foram retirados os subsídios para a produção do álcool hidratado, que começou a faltar nas bombas dos postos de gasolina em 1989, abalando a credibilidade do programa.
"A falta de etanol nos postos foi um acontecimento dramático, porque eram veículos totalmente dedicados a esse tipo de combustível. Não tinha como abastecer os carros com gasolina", relembrou Georg Pischinger, engenheiro austríaco, que desenvolveu o motor a álcool utilizado pela subsidiária brasileira da Volkswagen nos modelos de automóveis Kombi, Fusca, Passat e Brasília fabricados na época.
Uma das soluções desenvolvidas em instituições de pesquisa e montadoras para tentar salvar o programa foi uma mistura de etanol, metanol e gasolina. Conhecida como "mistura MEG", o composto, formado por 60% de etanol hidratado, 34% de metanol e 6% de gasolina, possuía as mesmas características do etanol e dispensava a necessidade de serem feitas modificações nos veículos movidos a álcool.
Com essa e outras medidas, como a continuidade da adição de 25% de álcool anidro na gasolina, o Proálcool conseguiu sobreviver e as indústrias automotivas continuaram trabalhando no desenvolvimento de tecnologias, principalmente de injeção eletrônica, para automóveis movidos a álcool.
Isso tudo, segundo os pesquisadores presentes no evento, resultou na criação das bases para o desenvolvimento do sistema flex fuel no Brasil em 2003, que foi o grande responsável por recuperar a confiança do consumidor brasileiro no etanol.
"A tecnologia flex fuel já estava pronta. A inovação, nesse caso, não foi tecnológica, mas sim de marketing, que convenceu a população a voltar a utilizar o álcool combustível", disse Francisco Nigro, pesquisador do IPT que participou do desenvolvimento de motores a álcool na instituição de pesquisa.
Lições do Proálcool - Nigro lembrou que, apesar de o preço do álcool estar em baixa no início dos anos 2000 - quando o preço do petróleo voltou novamente a subir -, e da mobilização do governo e de entidades setoriais para retomar a produção de veículos movidos ao combustível, o consumidor se mantinha indiferente, sinalizando que era o momento oportuno para o lançamento de veículos flex fuel para recuperar a credibilidade do combustível alternativo.
Entretanto, os próprios usineiros e as montadoras não eram favoráveis aos veículos flex fuel, os quais os últimos comparavam a um pato - que anda, nada e voa, mas que não desempenha nenhuma dessas funções direito. "Era essa visão que se tinha dos carros flex fuel antes de serem lançados. E nós rebatíamos dizendo que o pato era um animal otimizado, que sobreviveu à evolução das espécies", relembrou Nigro.
Em 2000, durante as comemorações do centenário do IPT, a instituição de pesquisa realizou um seminário sobre veículos bicombustível, que reuniu representantes de empresas que desenvolviam o sistema flex fuel e foram feitas demonstrações da tecnologia para a imprensa, contribuindo para sua divulgação e para convencer os integrantes da cadeia de bioetanol sobre sua viabilidade.
"Uma das lições que podemos tirar da história do Proálcool no Brasil nesses quase 40 anos é que, mesmo que não se beneficiem diretamente das patentes geradas pelo desenvolvimento de uma tecnologia, as instituições de pesquisa desempenham um papel importante de ajudar a convencer o conjunto do setor de que aquela tecnologia faz sentido", disse Nigro.
De acordo com o pesquisador, outra conclusão do programa, reconhecido mundialmente como o de maior sucesso na inserção de fontes renováveis na matriz de combustíveis, é que ele necessita de ações coordenadas entre as várias esferas, incluindo governo, instituições de pesquisa, indústrias e sociedade. "Essa mobilização em conjunto representa o principal desafio de um programa de energia. No caso do etanol, nós conseguimos e precisamos continuar a fazer isso", destacou Nigrou.
As experiências dos fundadores do Proálcool estão sendo registradas e reunidas por pesquisadores do IEE da USP em um projeto coordenado pelo professor Ildo Luís Sauer.

Estudo volta a considerar SP e Rio entre as cidades mais caras do mundo

São Paulo é a 12ª mais cara do mundo e o Rio de Janeiro é a 13ª, segundo o ranking anual da empresa de consultoria Mercer divulgado nesta segunda-feira, que aponta a japonesa Tóquio no topo da lista, deslocando a angolana Luanda para a segunda posição.
O estudo considera as duas maiores cidades brasileiras como as mais caras das Américas, seguidas de Caracas (29ª), que subiu 22 posições desde o ano passado, Nova York (33ª), que caiu uma colocação, e Brasília (45ª), que recuou 12.
Segundo o ranking divulgado nesta segunda-feira, que leva em conta os preços de habitação, transporte, alimentos, vestuário, artigos do lar e entretenimento, a japonesa Osaka é a terceira cidade mais cara do mundo, seguida da russa Moscou e das suíças Genebra e Zurique.
O estudo se baseia no custo da vida nessas cidades para um visitante americano. Por isso, a cotação das moedas locais em relação ao dólar influi na avaliação de cada uma delas.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Henrique Meirelles nomeado presidente do banco Lazard Americas

O banco franco-americano Lazard anunciou nesta quinta-feira (31) que o ex-presidente do Banco Central do Brasil Henrique Meirelles ocupará a presidência do Lazard Americas, o que revela a aposta da instituição nas "oportunidades do Brasil".
Os negócios do banco no Brasil estavam até o momento nas mãos da "joint venture" Signatura Lazard, formada em 2004 entre o Lazard e o banco brasileiro de investimentos Signatura Advisory, fundado por dois antigos dirigentes do ING Baring, Marcelo Lyrio e Jean-Pierre Zarouk.Lyrio e Zarouk "conservarão suas responsabilidades de diretores-gerais e dirigentes de atividades do banco de investimentos no Brasil, a partir de São Paulo", destaca o comunicado do Lazard.
Esta reorganização demonstra "nossa convicção sobre as oportunidades atuais e futuras no Brasil", disse Antonio Weiss, diretor mundial do banco de investimentos Lazard.
"Conhecemos e admiramos o senhor Meirelles há anos. Suas perspectivas sobre o sistema financeiro e sobre a economia mundial serão inestimáveis para o Lazard e seus clientes".
Henrique Meirelles presidiu o Banco Central do Brasil de 2003 a 2010.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Juros que Dilma quer farão poupança render 18% menos

Se os juros reais da economia caírem para 2% ao ano, como é a meta da presidente Dilma Rousseff, o rendimento da caderneta de poupança teria uma redução de 18%, considerando uma aplicação de um ano. Uma aplicação de R$ 10 mil terminaria o ano com R$ 10.642 na regra antiga e R$ 10.526 com o novo sistema (R$ 116 a menos).
A estimativa é do economista Samy Dana, professor da FGV e autor do Blog do Samy, do UOL.
A presidente tem manifestado a intenção de que os juros reais da economia brasileira fiquem, até o fim de seu mandato, no máximo em 2% ao ano, aproximando-se daqueles existentes em países desenvolvidos.
Para se chegar aos juros reais, é preciso descontar a inflação.
Analistas de mercado ouvidos pelo Boletim Focus, divulgado nesta semana pelo Banco Central, estimam que a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficará acumulada em 5,12% este ano.
Com essa inflação, para que os juros reais ficassem em 2% ao ano, a Selic teria de cair para 7,22% anuais, segundo os cálculos do professor Samy Dana.
Pela regra tradicional da poupança, com uma Selic a 7,22%, o rendimento da poupança não teria alteração: seria de 6,42% no ano (6,17% ao ano, mais a variação da TR).
Pelas regras novas, como a poupança passaria a render 70% da Selic mais a TR, o rendimento final ficaria em 5,26% no ano, segundo o economista Samy Dana. A queda no rendimento seria de 18,07%.

Novas regras da poupança valem a partir de amanhã para novos depósitos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira (3) que os depósitos feitos na caderneta de poupança a partir de sexta-feira serão remunerados de acordo com regras atuais (0,5% ao mês mais TR) enquanto a Selic estiver em um patamar acima de 8,5% ao ano. A remuneração mudará apenas no momento em que a Selic estiver em 8,5% ou abaixo desse porcentual. Neste caso, a remuneração da poupança terá, então, uma remuneração equivalente a 70% da Selic mais a TR.
Mantega destacou que a nova regra de remuneração da caderneta vale apenas para depósitos feitos a partir desta sexta-feira no caso de contas antigas de poupança e para as contas novas. "É muito fácil saber qual é a remuneração", disse o ministro, enfatizando que "a caderneta continuará sendo a melhor opção de poupança para a população brasileira."
Sem rompimento
O ministro Mantega ressaltou que a mudança que o governo está fazendo é mínima e não afeta os interesses dos correntistas. Voltou a lembrar que para quem tem dinheiro aplicado até esta quinta-feira a remuneração continuará seguindo as regras atuais. "Podem ficar 2 anos, 5 anos, 100 anos que continuarão dentro das mesmas regras que estão estabelecidas. Portanto, não há rompimento de contratos. Não há prejuízo para os detentores de poupança", insistiu, afirmando que a poupança continuará com a mesma "versatilidade e simplicidade" que tem hoje.
Ele lembrou que a liquidez das cadernetas continuará diária, com rentabilidade mensal. "Se o aplicador quiser retirar parte do dinheiro para enfrentar uma emergência, poderá sacar o recurso sem nenhum problema". Mantega destacou ainda que a isenção de cobrança do Imposto de Renda (IR) está mantida.
Novo cenário
O ministro afirmou que a mudança é necessária porque o Brasil enfrenta um novo cenário em que as taxas de juros estão caindo, aqui e no exterior. Desta forma, as demais aplicações, como títulos do Tesouro Nacional, fundos de renda fixa e DI, entre outros, vão se tornando menos rentáveis que a poupança.
"Pode ter uma migração para a poupança. Hoje, a maioria dos poupadores são pequenos e médios, e teríamos uma invasão da poupança por grandes investidores", afirmou.
Segundo o ministro, nesse caso, o Tesouro Nacional, para poder manter os aplicadores, teria de subir a taxa de juros. Os fundos dos bancos privados também teriam de subir as taxa de aplicação.
"Então o Banco Central não teria uma ação eficaz, ficaria com a política monetária comprometida", disse. "Criando um piso para a redução da taxa de juros, que inviabilizaria a redução dos juros no Brasil. Se mantivermos a regra atual, a poupança se tornará obstáculo para a queda da Selic." E acrescentou: "Para que possamos baixar o custo financeiro e o custo para o crédito, temos que destravar esse sistema, fazendo a alteração na poupança para ela não ser um limitador para a queda da Selic."
Mantega disse ainda que a retirada desse obstáculo permitirá à autoridade monetária baixar os juros "quando as condições forem favoráveis". "A queda na Selic trará benefícios para a sociedade e para a economia brasileira, que está em momento importante. E para isso precisamos continuar reformas que estamos fazendo", afirmou.
"As taxa de juros hoje são muito elevadas para pessoa física e pequenos e médios empresários. O acesso a esses produtos (de crédito) movimenta a economia brasileira e traz um PIB maior", completou.
Segundo ele, porém, a alteração na remuneração das cadernetas ainda não terá efeito, porque a Selic está em 9% ao ano. "No momento, não há mudança nem na velha e nem da nova poupança", ressaltou. "Todas continuarão tendo o mesmo rendimento, e a mudança só virá quando o BC decidir reduzir a Selic", acrescentou.
Ele disse ainda que a remuneração média auferida pela poupança nos últimos anos esteve abaixo de 65% da Selic. "Estamos pegando como base a Selic. Daí que vem os 70%. A nova poupança ficará sendo uma boa aplicação. A velha já era excelente aplicação", afirmou.
Para Mantega, fundos terão que rever taxas
Ao anunciar as mudanças na caderneta de poupança, Guido Mantega afirmou que os fundos de investimentos terão que reduzir as taxas de administração cobradas dos clientes e que reduzem a remuneração da aplicação. Segundo ele, os fundos estão cobrando taxas elevadas, de 2% a 4% ao ano.
"Com este movimento de redução da rentabilidade dos fundos e a mudança na poupança, as instituições financeiras terão que mudar as taxas para tornar os fundos competitivos", disse. Ele assegurou ainda que não haverá mudanças nas regras de direcionamento dos recursos da poupança. A área habitacional continuará a receber o porcentual de 65% de aplicação desses depósitos, mesmo dos novos.
"Não muda qualquer outra regra. Todas as demais regras continuam iguais." Mantega disse ainda que é desejável que os recursos para esse segmento continuem aumentando, porque é o setor que tem mais crescimento de crédito.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Percentual de famílias com conta em atraso é o maior em 7 meses

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso ficou em 23% no mês de abril, o maior patamar desde setembro do ano passado (24,3%). Em fevereiro, tinha sido 21,8%. Já na comparação com o mesmo período de 2011, houve leve queda.
Os dados fazem parte de pesquisa divulgada nesta quinta-feira (19) pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

"As famílias com dívidas em atraso vem crescendo apesar de haver um queda no total de endividados, o que mostra que as pessoas estão com dívidas altas", afirma a economista da CNC Marianne Hanson.
A pesquisa confirma que isso vem ocorrendo. A parcela de famílias que relatou possuir dívidas (não necessariamente em atraso) recuou em abril, alcançando 56,8%, ante 57,8% em março e 62,6% no mesmo mês do ano anterior. O levantamento considera débitos de cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros.

O percentual de famílias que declarou não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso apresentou ligeiro aumento entre os meses de abril e março.
Neste mês, 6,9% das famílias declarou não ter condições de pagar seus débitos, ante 6,7% em março e 7,8% em abril de 2011.
Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso, o tempo médio de atraso foi de 59,6 dias em abril, superior aos 58,8 dias do mesmo mês do ano passado.

O cartão de crédito - rotativo ou compra parcelada - foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 73,7% das famílias endividadas, seguido por carnês, para 19,1% e, em terceiro, o crédito pessoal, para 12,4%.
A pesquisa foi realizada em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal com cerca de 18 mil consumidores.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Nacionalização é forma de disfarçar crise na Argentina, diz presidente da Repsol

O governo de Cristina Kirchner decidiu expropriar 51% da YPF, filial argentina do grupo espanhol Repsol, para "tapar a crise social e econômica que o país enfrenta", afirmou o presidente da empresa, o espanhol Antonio Brufau, em uma entrevista coletiva em Madri.

"Ao levantar a bandeira da expropriação e buscar um responsável na YPF, esconde a realidade", disse. Brufau declarou que as autoridades argentinas entraram nas instalações da Repsol YPF "sob o amparo de uma lei de Videla", em uma referência ao ex-ditador Jorge Videla.

"Essa atuação não é própria de um país moderno. O povo deste país merece outra coisa". A Repsol pedirá em uma arbitragem internacional uma compensação de mais de US$ 10 bilhões. "Estes atos não ficarão impunes", disse Brufau.

A empresa espanhola calculou sua participação de 57,4% na YPF em US$ 10 bilhões.

Brufau disse ainda que a campanha contra a empresa nas últimas semanas na Argentina foi "calculadamente planejada para provocar a queda das ações da YPF e facilitar a expropriação" com preço reduzido. "É ilegítimo e injustificável".

O governo argentino acusou a empresa de não cumprir os compromissos de investimentos no país. Kirchner enviou na segunda-feira ao Congresso um projeto de lei para declarar 51% da YPF de utilidade pública.

terça-feira, 3 de abril de 2012

China detém 15% da produção brasileira de Nióbio, metal raro e estratégico

Em setembro de 2011, um consórcio chinês formado pelo Taiyuan Iron and Steel Group, o conglomerado financeiro do Citic Group e o Baosteel Group adquiriu, por US$ 1,95 bilhão, 15% da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), maior produtor mundial de nióbio, um metal abundante no Brasil e utilizado em indústrias de automação, nuclear e defesa. A CBMM fica localizada em Araxá, em Minas Gerais.
Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o Brasil concentra quase 100% da oferta mundial de nióbio. A posição estratégica do país na produção do metal, e a negociação envolvendo a CBMM, levantam a questão a respeito de como o governo e as empresas nacionais lidam com as riquezas naturais brasileiras, levando em conta os próprios interesses estratégicos. O négócio fechado com a China, apesar de polêmico, gerou quase nenhum questionamento em Minas Gerais, ao contrário, por exemplo, da privatização da Vale, ocorrida em 1997, e alvo de um verdadeiro levante popular.
A reportagem do Jornal do Brasil entrou em contato com o Ministério de Minas e Energia (MME) para saber se, com a negocição da CBMM, os interesses nacionais não estariam sendo contrariados. A assessoria de imprensa do MME não respondeu até o momento. Já o governo de Minas Gerais, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não foi comunicado sobre a venda "por se tratar de uma operação entre entidades privadas".
A reportagem também buscou o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão diretamente vinculado à atividade mineradora. A assessoria de imprensa do DNPM disse que retornaria com informações, mas ainda não o fez.
Questões econômicas e políticas
Segundo o artigo "A questão do nióbio", do administrador de empresas e membro da Liga da Defesa Nacional, Ronaldo Schlichting, publicado pelo jornal A nova democracia, o Brasil se subjuga, e deveria dar mais valor às suas riquezas naturais. Ele lembra que o país detém 98% das reservas mundiais exploráveis de nióbio, e o mundo consome, anualmente, cerca de 37 mil toneladas do minério, totalmente retiradas do território nacional. Em sua opinião, o preço do nióbio refinado, com 99,9% de pureza, tem um preço na Bolsa de Metais de Londres meramente simbólico, já que o Brasil praticamente é o único produtor mundial. Ele chega a dizer que o metal, a este preço, é como "um barril de petróleo vendido a US$ 1".
No texto, Schlichting acusa o governo brasileiro de "negligência com a seriedade das questões", e diz ainda que supostos interesses "escusos" estariam moldando a forma de lidar com o valor do nióbio.
Ao fim de seu artigo, o empresário afirma que "o Brasil está pagando para ter todo o seu nióbio roubado, e que os nossos últimos 'governantes', para não perderem os seus assentos em Davos, Washington, Zurick, Frankfurt, Nova Iorque, Amsterdã e..., vão continuar fiéis discípulos e feitores da pavorosa doutrina da subjugação nacional".
Ásia no Brasil
A CBMM começou a operar em 1955, e pertence ao grupo Moreira Salles. Ela é pioneira na extração, utilização e nas tecnologias do nióbio. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a China aumentou suas importações do metal a uma velocidade anual de 10%, por isso, os negócios duplicaram nos últimos 4 anos.
Ainda, a China compete na compra de nióbio e outros recursos naturais com outros gigantes asiáticos, como Japão e Coreia do Sul, que, em março de 2011, já haviam formado um consórcio de companhias (JFE Holdings, Nippon Steel e Posco, entre outras) para comprar 15% da CBMM por US$ 1,8 bilhão.
Nióbio
O nióbio é um metal bastante raro no mundo, mas abundante no Brasil, e de extrema importância para muitas indústrias. Sua utilização varia, mas a aplicação mais importante do nióbio é como elemento de liga para melhorar propriedades em produtos de aço, especialmente nos aços de alta resistência e baixa liga, além de superligas que operam a altas temperaturas em turbinas das aeronaves a jato. Existem somente três minas de nióbio em todo o mundo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Otimismo com a Europa perde força e Bovespa cai 2%

Por iG São Paulo - Economia

A Bolsa de Valores de São Paulo opera em baixa nesta segunda-feira, depois deter subido mais de 7% na última semana. No início do pregão, que a partir desta segunda-feira vai operar das 11h às 18h (Brasília) por conta do horário de verão, o Ibovespa já mostrava queda. No fechamento, o índice registrava desvalorização de 2,02%, cotado em 53.911 pontos.
O vencimento de opções sobre ações influenciou a operação do Ibovespa, que foi em grande parte pressionado pelo desempenho das "blue chips" Petrobras e Vale. No fim do dia, os papéis preferenciais da petrolíofera perdiam 1,73% e as ações preferenciais da mineradora caiam 3,51%. Juntas, as duas empresas eram responsáveis por um quarto dos negócios do Ibovespa.
Além de uma devolução natural dos ganhos da última semana, investidores mostram certo desânimo com a falta de medidas concretas para dar um desfecho à crise europeia.

Na Europa, as bolsas chegaram a registrar leves ganhos no começo do dia, mas fecharam em queda, com os investidores avaliando a promessa feita no fim de semana pelos países do G-20 de resolver a crise de dívida da zona do euro. Por lá, o otimismo da última semana também perdeu força, principalmente após comentários desanimadores de autoridades europeias sobre a situação da região.

Para os economistas do Banco Fator, a declaração da porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, de que a solução para a crise pode demorar mais que o esperado retira alta das bolsas na Europa, pressiona as bolsas da região.
Além disso, o ministro alemão de Finanças, Wolfgang Schaeuble, disse que não é realista esperar uma solução definitiva para a crise de dívida da zona do euro durante a cúpula da União Europeia no próximo fim de semana.
O otimismo também é reduzido pela falta de soluções concretas vindas da reunião do G-20, que terminou no último fim de semana. Os analistas da Lerosa Investimentos afirmam que os líderes globais reunidos no encontro deixaram claro que a questão da dívida europeia deve ser resolvida no próximo fim de semana.
“A reunião do G20 durante o final de semana, por um lado, não trouxe decepção aos mercados, por outro, não demonstrou nada de novo. O que fica é o claro recado dos países para a união europeia de que a questão da dívida deve ser resolvida durante o próximo final de semana, no encontro dos líderes do bloco,” afirmam. Com isso, na opinião dos analistas os mercados devem operar sem tendência definida, "no clima de esperar para ver.”
Nesta semana, os investidores da bolsa de valores brasileira estarão de olho na decisão do Copom para a taxa básica de juros brasileira, a Selic. “A não ratificação de cenário mais complicado na Europa poderá fazer o BC local a mostrar alguma sinalização de mudança de estratégia,” diz a equipe da Lerosa Investimentos em relatório. Na última reunião, o Copom optou por um corte de 0,50 ponto percentual na taxa.
A semana também terá resultados de desempenho das empresas no terceiro trimestre do ano, que serão anunciados no decorrer dos próximos dias.


Fonte: http://economia.ig.com.br/mercados/otimismo-com-a-europa-perde-forca-e-bovespa-cai-2/n1597287061892.html