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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Maior sindicato de docentes rejeita oferta sobre novo reajuste.

Até a próxima segunda-feira (30), as assembleias darão uma resposta para os novos termos colocados na mesa. Nesta quarta-feira (25), segundo o Andes, a Universidade Federal de Pelotas e a Universidade Rural do Rio de Janeiro já votaram pela rejeição ao documento.
O Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), sindicato que representa sete instituições, adotou postura contrária e recomendou a aprovação do reajuste. Além do aumento salarial - o impacto total da oferta subiu de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,18 bilhões - o governo sugeriu retirar do texto alguns critérios para progressão na carreira. Esses itens seriam discutidos em grupo de trabalho, composto por reitores e representantes das entidades.
O Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) seguiu postura semelhante ao do Andes - a entidade representa a maioria dos 38 institutos federais tecnológicos. O coordenador-geral do sindicato, Gutenberg de Almeida, afirma que pouco mais da metade dos professores dos institutos são graduados ou especialistas, e portanto não seriam beneficiados pelos maiores reajustes, concedidos aos docentes com maior titulação.
"É um perfil bem diferente das universidades. A nossa rede não é atingida pelos percentuais que o governo está divulgando", afirma. Além disso, ele afirma ser "impensável" assinar uma proposta que não prever reajuste para os técnicos administrativos das instituições, também em greve.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Paralisação dos professores deixa alunos da rede estadual sem aula

Estudantes de escolas estaduais de ensino do Paraná ficaram sem aulas nesta quinta-feira (26) por causa do dia de paralisação dos professores. De acordo com a presidente do APP-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho, as atividades serão retomadas normalmente nesta sexta-feira (27).
Aproximadamente 300 professores estavam concentrados em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, por volta das 9h15, para um ato pedindo melhorias para a categoria. A manifestação reuniu outros servidores estaduais, além de professores, e terminou às 13h. De acordo com Marlei, o protesto também foi feito em Maringá, Londrina, Cascavel, Apucarana, Toledo e Foz do Iguaçu.
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que não tinha balanço de quantos alunos ficaram sem aulas nesta quinta-feira.
Por volta das 9h30, os professores se reuniram com o Secretário da Administração, Luiz Eduardo Sebastiani, para discutir sobre o salário piso, pagamento de atrasados e atendimento de saúde. O grupo irá se reunir novamente no dia 15 de maio para que o governo apresente as propostas para a categoria.
Às 11h, os servidores participaram de uma reunião com a Superintendente da Educação, Meroujy Cavet. Também foi marcado um encontro com o Secretário da Educação, Flávio Arns, para o dia 2 de maio, às 14h.
Reivindicações
“Uma das principais reivindicações é para que o piso nacional seja pago integralmente do Paraná”, afirmou Marlei. Os professores almejam também que um terço do tempo de trabalho possa ser utilizado na preparação e pesquisa para a elaboração das aulas.

Para os demais funcionários das escolas, o pedido é de reajuste salarial de 14,13%. Outro pedido é para que haja melhorias no atendimento de saúde de todos os profissionais.
Outro lado
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) divulgou nota oficial por meio do site da instituição afirmando que as negociações com a categoria resultaram “em aumento dado a todos os servidores em maio de 2011, de 6,5%, mais um aumento de 5,91%, totalizando um acréscimo de 12,79% aos vencimentos dos salários dos professores no ano passado. Outro avanço na valorização dos profissionais da educação foi o chamamento e a contratação até o momento, nesta gestão, de 19.573 profissionais concursados. Somente no início deste ano, foram nomeados, 11.563 professores aprovados em concurso público para a rede estadual de ensino”.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Professores da UFPR decidem entrar em greve em 15 de maio

Professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) decidiram entrar em greve a partir do dia 15 de maio. A decisão favorável pelo indicativo de greve foi tomada nesta quinta-feira (19) em uma assembleia realizada pela Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (Apufpr), no campus do Centro Politécnico, na qual compareceram 150 docentes da instituição. De acordo com a Apufpr, cerca de 70% dos professores aderiu à paralisação realizada nesta quinta-feira.
Os professores querem que o governo federal cumpra as promessas feitas no fim da greve realizada no ano passado– como o reajuste de 4% nos salários em março de 2012 e a reestruturação do plano de carreira dos docentes – e sustentam novas reivindicações. Para este ano, os professores, junto do movimento nacional da categoria, pedem, entre outras medidas, um reajuste salarial de 22,08%, porcentagem equivalente às perdas com a inflação nos últimos três anos, o reconhecimento de uma database para a categoria e melhoria das condições de trabalho.
Segundo Rogério Miranda Gomes, secretário-geral da Apufpr, os docentes da UFPR ainda negociam o limite de 12 horas em sala de aula para a realização de outras atividades acadêmicas. “O mínimo que o governo federal estabelece é de oito horas de trabalho e a média da universidade é de nove horas. O problema é que essa divisão é desigual, há professores com 9 horas de sala de aula e outros com 28 horas”, explica Rogério. “O ideal é que, em uma carga horária de 40 horas, o professor tenha tempo para outras atividades como a orientação de alunos em monografias, em mestrado, doutorado, preparação de aulas, pesquisa, entre outros”, exemplifica.
Neste fim de semana, representantes de sindicatos de universidades federais do Brasil, incluindo a Apufpr, se reunirão em Brasília com dirigentes da Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) para avaliar os reflexos da paralisação desta quinta-feira e as possibilidades de negociação com o governo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Filme sobre droga abre semana do baseado na USP

Começou com a distribuição de pipoca, chocolate, bala e paçoca a Semana de Barba, Bigode e Baseado, evento promovido por alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). Cerca de 60 participantes do evento assistiam na noite de ontem ao filme Maria Cheia de Graça, a história de uma garota colombiana que engole cápsulas com drogas para levar aos Estados Unidos.
A sessão de cinema foi no Espaço Verde, uma sala da FFLCH. Nas paredes do local foram colocados cartazes com o recado: 'Não porte substâncias ilícitas. O uso de drogas pode ser prejudicial à saúde, à família, à tradição e à propriedade', em uma alusão à Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP).
Os organizadores afirmam que não serão fornecidas drogas no evento, mas alguns estudantes fumavam maconha durante a exibição do filme, neste primeiro dia.
O evento vai até sexta-feira. O objetivo dos organizadores, ligados à Frente Uspiana de Mobilização Antiproibicionista (Fuma), é discutir a legalização da maconha. O movimento foi fundado no fim do ano passado, em meio aos protestos surgidos após a Polícia Militar flagrar três estudantes com maconha na FFLCH. Revoltados com a ação policial, alunos invadiram o prédio da diretoria da faculdade e, depois, um grupo menor ocupou a reitoria da USP.
Os estudantes dizem ter ficado surpresos com o número de participantes no primeiro dia. Eles não se identificam mais como alunos, só falam em nome da organização. 'Esse tipo de atividade fica vazia na USP, principalmente no horário de aula.'
Aluno da licenciatura em Geociências e Educação Ambiental, Renan Covre, de 24 anos, saiu do Instituto de Geociências (IGC) para ver o filme. Ele se interessa pelo tema porque desenvolve um projeto em escolas de ensino fundamental cujo objetivo é verificar a reação das crianças a temas como drogas, sexo e religião. 'A legalização da maconha está sendo discutida pela sociedade, e a universidade é um ótimo lugar para que isso aconteça', disse.
Já o aluno de Filosofia Fábio Fernandes, de 26 anos, nem sabia por que havia tanta gente no Espaço Verde, onde ele jogava ping-pong no intervalo entre aulas. Quando descobriu o motivo da concentração - e de parte das luzes estarem apagadas - disse que era a favor da legalização, 'mas não perderia aula para participar de um evento como esse'.
Cervejada. No último dia de discussões será realizada uma cervejada no local em que os policiais militares flagraram o consumo de maconha e houve confronto com estudantes. O dinheiro arrecadado com a venda de bebidas será revertido para a Marcha da Maconha, movimento que defende a legalização da droga no Brasil.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Governo apresenta proposta de reajuste a professores das estaduais


O governo propôs nesta terça-feira (20) aos sindicatos dos professores de universidades estaduais um reajuste salarial de 31,73% em quatro ou cinco parcelas anuais. Com isso, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) espera impedir a greve ameaçada pelos docentes em uma paralisação realizada pela categoria no último dia 7 de março. A proposta, divulgada no fim da tarde desta terça (20), passou a ser analisada pelos sindicatos em assembleias realizadas em várias cidades do estado. Até as 18h50, apenas o Adunioste, Sindicato dos Docentes da Unioeste, havia confirmado que aceitará a oferta do governo.
“Estudamos uma forma de atender à justa reivindicação de equiparação salarial dos professores sem deixar de respeitar a capacidade econômica e financeira do governo”, explicou secretário de estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal. A proposta foi mediada também por reitores das universidades que estiveram nesta terça-feira em Curitiba.O reajuste oferecido equipara os vencimentos da categoria com os salários dos técnicos de nível superior contratados para trabalhar nas universidades. A Seti e a Secretaria Secretário de Administração e Previdência (Seap) ofereceram duas formas de aplicação do aumento. A primeira em quatro parcelas de 7,41%, a serem feitas anualmente no mês de outubro a partir de 2012. A segunda, em cinco vezes de 5,66%, com início em julho de 2012 e término no mesmo mês em 2016.
Participaram da mobilização do último dia 7 de março 90% dos professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) e duas das unidades da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), a Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea) e a Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam).

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Na reabertura do Palácio Iguaçu, Beto Richa nomeia 9.516 professores

Por Jurandir Ambonatti


O governador Beto Richa retomou nesta quarta-feira, em Curitiba, as atividades administrativas do Estado no Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná desde 1954. Na reabertura do prédio, que ficou cinco anos fechado para reformas, Beto assinou a nomeação de 9.516 professores aprovados em concurso público para a rede estadual de ensino. Beto afirmou que o ato simboliza a prioridade absoluta deste governo, que é a busca permanente por um ensino público de excelência.// SONORA RICHA // Segundo o governador, com a nomeação dos novos professores para o quadro próprio do magistério e a antecipação da distribuição de aulas, que ocorreu em dezembro passado, o início do ano letivo ocorrerá de forma tranquila para 1 milhão e 300 mil estudantes matriculados na rede estadual de ensino. O governador disse ainda que estava reabrindo as portas do Palácio Iguaçu para todos os paranaenses. // SONORA RICHA // A reabertura ocorreu de forma simples, com uma exposição de peças históricas. Estiveram presentes o ex-ministro Ivo Arzua, engenheiro responsável pelas obras do Centro Cívico, e Caetano Munhoz da Rocha Neto e Suzana Munhoz da Rocha Guimarães, filhos do ex-governador Bento Munhoz da Rocha Neto, que construiu o edifício na década de 1950. Cerca de 200 pessoas acompanharam a reinstalação do governo no prédio. Sobre a nomeação de professores, o vice-governador e secretário de Educação, Flávio Arns, ressaltou que o compromisso da atual gestão é de tornar o quadro do magistério mais estável. Em 2012 está previsto um concurso público para professores. A intenção é que os contratos por meio do Processo Seletivo Simplificado, o PSS, sejam situações temporárias, na substituição dos que saem de licença saúde, maternidade e outros casos. Arns afirmou que os professores nomeados começam a trabalhar imediatamente, evitando a repetição de problemas enfrentados no começo do ano passado.// SONORA ARNS // A reforma do Palácio Iguaçu, ao longo dos últimos cinco anos, possibilitou a revitalização e modernização das instalações originais, assim como a criação de ambientes de trabalho mais funcionais. A obra incluiu ainda a instalação de novos equipamentos de segurança, telefonia e informática, além da reestruturação das partes elétrica e hidráulica. Projetado pelo engenheiro e arquiteto paranaense David Azambuja, o Palácio Iguaçu foi construído durante a gestão de do ex-governador Bento Munhoz da Rocha Neto, no mandato entre 1951 e 1955, e inaugurado pelo então presidente brasileiro João Café Filho, no dia 19 de dezembro de 1954. A data marcou o primeiro centenário da emancipação política do Paraná. O Palácio pertence ao conjunto arquitetônico do Centro Cívico, primeiro bairro do Brasil criado especialmente para abrigar edifícios e repartições públicas, integrando assim os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado.