sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

EUA: fuzileiros escapam de sanções após posar com bandeira nazista

Imagem de 2010 mostra um grupamento americano posando com uma bandeira da SS, a polícia secreta nazista. Foto: AP Imagem de 2010 mostra um grupamento americano posando com uma bandeira da SS, a polícia secreta nazista
Foto: AP
Um grupo de fuzileiros navais que posou com uma bandeira nazista para uma foto publicada na internet recebeu advertência, mas nenhuma sanção, anunciou nesta quinta-feira a base militar de Camp Pendleton na Califórnia (oeste dos EUA).
As autoridades militares foram informadas do assunto em novembro de 2011, após a publicação na internet da foto tirada em setembro de 2010. "Não se concluiu que o incidente foi motivado pelo racismo. Os envolvidos reconheceram que o símbolo (nazista) podia ser mal-interpretado e não se encaixar na ética e nos valores do corpo de fuzileiros navais", afirmou um comunicado da base militar.
No mês passado, o Pentágono lançou uma investigação por conta do impactante vídeo no qual se vê um grupo de fuzileiros navais urinando sobre cadáveres de insurgentes afegãos. O secretário de Defesa, Leon Panetta, condenou esse ato como "absolutamente deplorável".

País destina orçamento ínfimo para a regularização fundiária

O principal programa federal para regularização fundiária ficou com apenas 0,3% do orçamento total do Ministério das Cidades dirigido para a área de urbanização nos últimos cinco anos. De um montante de R$ 7,7 bilhões, so­­mente 22,9 milhões foram in­­vestidos no projeto Papel Passado.
Além da pouca verba disponível, faltam critérios técnicos para a distribuição. O estado que mais recebeu recursos do programa entre 2007 e 2011 foi o Mato Gros­­so, que tem apenas 1,7% de do­­micílios em aglomerados subnormais, segundo o Censo 2010. Já o Ama­pá, com 15% de moradias ina­­dequadas, não recebeu nada. O le­­vantamento foi baseado em dados do Portal da Transparência.

Advogado cria empresa para mediar acordos Em 2001, o advogado curitibano André Albuquerque criou uma empresa especializada em regularização fundiária que se tornou exemplo para a maioria das prefeituras e estados. Cumprindo um papel que, em tese, é responsabilidade do poder público, a Terra Nova participou da regularização de lotes de aproximadamente 10 mil famílias em todo o Brasil – 7 mil só no Paraná.
A empresa atua como mediadora em zonas de conflito agrário, negociando um valor justo para a legalização de assentamentos precários. Depois, intermedia a homologação de um acordo judicial entre ocupantes e proprietários, que garante o título de propriedade no fim do pagamento.
Cada ocupante paga o valor que pode no tempo necessário. As parcelas são, em média, de R$ 200, mas há negociação especial com as famílias de maior vulnerabilidade. A inadimplência é praticamente nula. A etapa seguinte é elaborar um plano de urbanização seguindo as normas municipais e dialogar com os gestores para a implantação de equipamentos públicos.
“Somos uma empresa do chamado setor dois e meio. Nosso foco final não é o lucro, mas o impacto social”, afirma Albuquerque. Ele já foi premiado com o título de empreendedor social da Ashoka e ficou entre as melhores iniciativas na área de habitação segundo a UN-Habitat, órgão das Nações Unidade para o setor.
Pinheirinho
Apesar da boa vontade, o trabalho nem sempre é bem-sucedido, principalmente quando há interesses políticos envolvidos. Albuquerque foi convidado a atuar na região do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), em 2009, que foi recentemente desocupada à força pela polícia.
O advogado conversou com o responsável pela massa falida, proprietária da área, e com os gestores municipais, mas esbarrou no envolvimento político de uma liderança da ocupação, que se negou a negociar porque teria uma promessa de que o governo federal desapropriaria a área. Sem isso, não foi possível levar o trabalho adiante.
Depois do Mato Grosso, os estados que mais receberam foram São Paulo (R$ 4,3 milhões), Minas Ge­­rais (R$ 2,1 milhões), Rio de Janeiro (R$ 1,7 milhão) e Amazonas (R$ 1,4 milhão). Maranhão e Piauí também ficaram sem recursos.
Antônio Menezes Júnior, assessor técnico da Secretaria Nacional de Acessibilidade e Programas Ur­­banos (responsável pelo programa), diz que a escassez de recursos se deve ao privilégio dado pelo go­­verno para ações de urbanização den­­tro do Programa de Ace­­leração do Crescimento. Ele diz que, a partir de 2007, o Pa­­pel Passado so­­freu reformulação e os maiores beneficiados fo­­ram estados com critérios técnicos e disponibilidade em executar o programa.
Não existe hoje no país um levantamento específico sobre o número de assentamentos precários, mas o Censo 2010 dá uma in­­dicação do caos no setor ao mostrar que 11 milhões de famílias vivem em aglomerados subnormais, ou seja, áreas de ocupação irregular.
Menezes Junior explica que o Papel Passado atua essencialmente em regularização jurídica. O fo­­co são regiões providas de infraestrutura, mas sem título de propriedade. A regularização fundiária en­­volve um longo processo técnico. É preciso avaliar se os domicílios não estão em áreas de risco, fa­­zer realocações quando necessário e criar um projeto de urbanização que se adeque à legislação. De­­pois disso, é preciso reunir uma do­­cumentação para garantir o tí­­tulo de propriedade, certificado pe­­los cartórios. Só as custas cartoriais ficam, em média, em R$ 800.
Sem disposição
O projeto Papel Passado financia projetos de regularização apresentados por municípios e estados. Mas nem todos têm disposição para pleitear os recursos. A prefeitura de Curitiba, por exemplo, não solicita recursos do programa porque alega que o processo é bu­­ro­­crá­­tico e o valor repassado é pe­­­­que­no. Diretora técnica do ór­­gão, Tere­sa Oli­­veira explica que a maior di­­fi­­culdade para a habitação é o valor da terra. “Isso não é determinado pe­­lo poder público, mas pelo mercado.” Com a ampliação do crédito, algumas áreas chegaram a triplicar de valor. Na capital, optou-se por não fazer pagamentos em di­­nheiro para proprietários em caso de ocupações, mas sim permutas.
Para regularizar a região do bair­­ro Parolin, com 75 mil metros quadrados, foram in­­vestidos pelo município R$ 12 milhões.
Famílias trocam a beira de rios por casas da Cohab
O servente Juvercino de Freitas, 39 anos, conquistou na última semana, pela primeira vez, um documento garantindo a propriedade de uma casa própria. Há 18 anos ele veio de Iretama, na Região Norte do estado, para a capital em busca de melhores condições de vida. A família trabalhava em fazendas, mas, após o falecimento do pai, a situação financeira piorou. Freitas se instalou em Curitiba no único lugar que o acolheu: a beira do rio, no Jardim Acrópole, no bairro Cajuru.
Durante anos, ele a família conviveram com enchentes todos os anos. Certa vez, havia mais de um metro de água dentro de casa. Agora recebeu um terreno da Cohab e conseguiu construir uma pequena casa para a família. Nos próximos dez anos, vai pagar uma parcela de R$ 61,39 – valor ainda alto para um salário de R$ 800 que sustenta uma família de quatro pessoas.
O casal de aposentados Laura e Iedo Figalo, 58 e 65 anos, respectivamente, tem uma trajetória parecida. Vieram fugidos da violência no Rio de Janeiro e compraram uma casinha na beira do rio em 1999 por R$ 450. Com quatro filhos, não cabia aluguel no orçamento da família. Hoje Laura se orgulha de ter “uma casa boa”, com dois quartos, sala cozinha e banheiro. O importante é que afastou as filhas da violência e, entre elas, “só não estudou quem não quis”.
Papel Passado enviou R$ 718 mil ao Paraná
Em cinco anos, o Paraná recebeu do governo federal para a regularização fundiária R$ 718 mil, ficando em 10.º lugar no ranking da distribuição de recursos. No estado, há municípios com até 80% de moradias em situação de irregularidade fundiária, segundo a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). Um dos exemplos é Conselheiro Mairinck, no Norte Pioneiro, onde a maior parte das residências é fruto de “contratos de gaveta”. O plano do governo do estado prevê que, até 2014, 8 mil famílias sejam alvo de regularização. Em 2011, a companhia concedeu 3,7 mil títulos de propriedade.
Não há um levantamento sobre a quantidade exata de moradias com irregularidade fundiária no estado. O governo estadual está fazendo este diagnóstico em parceria com as prefeituras. Presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche afirma que para os municípios é um desafio realizar as regularizações porque há exigência de estrutura técnica, como engenheiros e advogados, além dos custos cartoriais. Para Chaowiche, a regularização desincentiva novas ocupações. “Quando a família tem o título de propriedade, ela se fixa no local”, diz.

Reino Unido defende na ONU sua presença militar nas Malvinas


Argentinos protestam contra a presença britânica nas Malvinas em frente à Casa Rosada, sede do governo em Buenos Aires - Foto: AP

O Reino Unido insistiu que a soberania das Malvinas é britânica e defendeu sua presença militar nas ilhas, depois que a presidente argentina, Cristina Kirchner, anunciou que apresentará um protesto na ONU pela "militarização" do arquipélago.
"Nossa posição quanto a este assunto não mudou em todo este tempo e é bastante clara: só negociaremos a soberania das ilhas se seus habitantes quiserem negociá-la, o que não ocorre no momento", indicou à agência EFE um porta-voz da Missão do Reino Unido na ONU após o anúncio de Cristina.

O porta-voz mostrou cautela sobre o protesto que a Argentina quer apresentar nas Nações Unidas e assinalou que agora "é preciso esperar para ver", mas aproveitou para destacar que o Reino Unido já deixou claro em diversas oportunidades na ONU que a soberania das ilhas é britânica e também defendeu sua presença militar nas Malvinas.
O funcionário britânico citou a carta enviada há apenas dez dias pelo embaixador britânico, Mark Lyall Grant, ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para que este a divulgasse aos Estados-membros.

"A presença militar defensiva do Reino Unido nas Falkland (Malvinas) só existe com o objetivo de defender os direitos e a liberdade dos habitantes das ilhas para determinar seu próprio futuro político, social e econômico", diz a carta, que podia ser consultada nesta terça-feira no site da ONU.

A carta reitera que, "aproximadamente a cada seis meses, o Reino Unido realiza exercícios militares de rotina com mísseis de curto alcance nas ilhas".
O embaixador britânico ressalta ao secretário-geral que, "em contraste com a posição da Argentina, a posição dos governos do Reino Unido e das Falkland (Malvinas) se baseia firmemente no princípio vinculativo e fundamental das Nações Unidas da livre determinação de todos os povos".

O diplomata detalha na carta que "o Reino Unido segue acreditando que há muitas oportunidades de cooperação no Atlântico Sul", apesar das atitudes da Argentina em sentido contrário nos últimos anos.

"O Reino Unido formulou uma série de propostas para diferentes tipos de cooperação e segue sumamente interessado em fomentar uma relação construtiva com a Argentina", acrescenta a carta.

Cristina Kirchner anunciou nesta terça-feira que apresentará um protesto nas Nações Unidas pela "militarização" das Malvinas por parte do Reino Unido, que ocupa o arquipélago desde 1833.

Cristina disse que a Argentina interpreta como uma "militarização do Atlântico Sul" o envio por parte de Londres do MS Dauntless, o destroier mais moderno da Marinha Real britânica.

A Guerra Fria continua? A contra-inteligência russa revelou 199 espiões em 2011

Foto: RIA Novosti

O presidente russo, Dmitri Medvedev, interveio numa reunião do Conselho de Administração do Serviço de Segurança Federal (FSB).
“Os resultados do funcionamento da contra-inteligência do FSB do ano passado demonstram que a atividade de serviços de inteligência estrangeiros não está diminuindo.

As cifras, que agora vou declarar, não se costuma divulgar. Mas elas mostram o resultado do trabalho do FSB, e é um bom resultado. Em 2011, foi suspendida a actividade de 41 funcionários dos serviços de inteligência estrangeiros e foram identificados 158 agentes dos serviços secretos estrangeiros, incluindo um certo número de nossos cidadãos“, – disse o presidente.

Hezbollah libanês reconhece pela 1ª vez ser financiado pelo Irã

O chefe do movimento xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, reconheceu nesta terça-feira pela primeira vez que seu movimento é financiado e equipado pelo Irã, e desmentiu que esteja envolvido em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. "Recebemos desde 1982 todo tipo de apoio moral, político e material da República Islâmica do Irã", afirmou Nasrallah em um discurso pela TV na ocasião do aniversário do profeta Maomé.

Esta é a primeira vez que Hassan Nasrallah recela quem ajuda seu grupo financeira e militarmente. "No passado (...) se falava de um apoio moral e político, sem mencionar (...) (o nome dos) que nos ajudavam militarmente para não complicar o Irã", informou.
"Mas hoje (...), decidimos falar", completou.

As potências ocidentais e os observadores internacionais repetem regularmente que o Hezbollah, considerado uma organização terrorista por Washington, recebe seu arsenal do Irã. As armas chegaram por contrabando ao Líbano através da Síria, cujo regime também é um apoio de peso do Hezbollah.

O Hezbollah, a formação militar e política mais poderosa do Líbano, combateu Israel durante uma devastadora guerra em 2006.
Hassan Nasrallah desmentiu também as recentes informações segundo as quais seu partido está envolvido no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro

Socióloga: eventos como Copa servem de 'barganha' para PMs

 

Ainda que governo e policiais cheguem a um acordo para por fim à greve da Polícia Militar na Bahia, persistirá o risco de que manifestações voltem a acontecer no País e afetem a realização da Copa do Mundo de 2014. A afirmação é da socióloga da Universidade Federal da Bahia Ivone Freire Costa, fundadora da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp), órgão que reúne 72 cursos de especialização em Segurança Pública e é ligado ao Ministério da Justiça.

A greve chegou ao nono dia sem acordo. Um grupo de policiais baianos ocupa desde a semana passada o prédio da Assembleia Legislativa, que está cercado por tropas federais da Força Nacional. Nesse período, o número de homicídios no Estado já passou de 100, acima do registrado no mesmo período no mês de janeiro e mais da metade dos 171 registrados em todo o mês de fevereiro de 2011.

Crítica das condições de trabalho oferecidas pelos governos estaduais à Polícia Militar, Costa coordena o primeiro mestrado do Brasil voltado à qualificação de policiais. Ela observa que eventos como Copa do Mundo e Olimpíada tendem a ser vistos como "ambientes de barganha" pelos movimentos sindicais e pede que o governo invista na cultura da negociação
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Santorum surpreende e vence em Minnesota, Colorado e Missouri


Com a vitória em três Estados nesta terça, Santorum ganhou fôlego na disputa republicana. Foto: AP Com a vitória em três Estados nesta terça, Santorum ganhou fôlego na disputa republicana
Foto: AP

O ex-senador Rick Santorum venceu os caucuses (assembleias populares) realizados na terça-feira em Minnesota e no Colorado, assim como as primárias do Missouri, e ganhou novo ânimo em sua campanha pela candidatura republicana à presidência dos Estados Unidos.
O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, que partia como favorito após ganhar em New Hampshire, Flórida e Nevada, ficou apenas com dois segundos lugares (Colorado e Missouri) e uma terceira colocação (Minnesota), o que expõe sua dificuldade para atrair o voto mais conservador.
Santorum se mostrou exultante ao dirigir-se a seus partidários após o anúncio de suas vitórias no Missouri e em Minnesota, que acontecem em um momento no qual perdera força nas pesquisas e corria o perigo de abandonar a campanha. "O conservadorismo está vivo no Missouri e em Minnesota", disse Santorum, ao ressaltar que o resultado "foi uma vitória para as vozes do nosso partido, dos conservadores e do Tea Party".
"Não estou aqui para ser a alternativa conservadora a Mitt Romney. Estou aqui para ser a alternativa conservadora a Barack Obama", disse para os aplausos de cerca de 300 simpatizantes no Centro de Convenções de Saint Charles (Missouri). "A liberdade está em jogo nesta eleição. Os Estados Unidos precisam de um presidente que escute a voz do povo", disse Santorum no Twitter ao pedir doações a seus simpatizantes. Reconhecimento de Romney
De Denver (Colorado), Romney felicitou Santorum pelo triunfo, mas disse que será ele a vencer Obama e "recuperar o país". O ex-governador também atacou Obama, a quem acusou de não ter cumprido as promessas que fez quando assumiu o executivo. Segundo Romney, na gestão de Obama houve o maior número de casos de pessoas que perderam suas casas em toda a história do país, assim como a redução da renda da população.
Apesar de esperar ser o nomeado do partido, Romney começou a preparar o terreno durante esta semana para uma possível derrota, e sua equipe se antecipou aos três pleitos desta terça-feira com o envio de um memorando no qual advertiam que "é impossível um candidato ficar em primeiro em todas as disputas". "John McCain perdeu 18 Estados em 2008, e esperamos que nossos oponentes tenham várias vitórias também", apontou Rich Beeson, o diretor político da campanha.
Com 74% das urnas apuradas em Minnesota, Santorum obtinha 45% dos votos, seguido pelo congressista texano Ron Paul (27%), que assegurou estar alta e que essa tendência continuará. Romney - que venceu com tranquilidade neste Estado em sua primeira tentativa de nomeação, em 2008 - obteve 17% dos votos, seis pontos percentuais acima do ex-porta-voz da Câmara de Representantes Newt Gingrich.

No Missouri, Santorum obteve 55% de apoio, seguido por Romney (25%) e Ron Paul (12%). Embora o triunfo represente um respaldo moral para Santorum, na prática a vitória neste Estado do centro do país tem pouca relevância. Nestas primárias não está em jogo nenhum delegado à convenção republicana que em agosto, na cidade de Tampa (Flórida), nomeará formalmente o candidato do partido. Os pré-candidatos republicanos se enfrentarão de verdade no Missouri no caucus que acontecerá em 17 de março. Santorum voltou repetir a vitória no Colorado, onde, com 83% da apuração concluída, obtinha 38% dos votos, contra 37% de Romney.
As primárias republicanas de 2012
No dia 3 de janeiro, foi dada a largada para a escolha do candidato republicano que enfrentará Barack Obama nas eleições presidenciais, no dia 6 de novembro de 2012. Trata-se de um longo processo de realização de primárias nos Estados e territórios americanos, durante o qual os eleitores elegerão delegados que participarão da Convenção Nacional do Partido Republicano, nos dias 27 e 30 de agosto.
Nas primárias, os eleitores vão às urnas e, por meio de voto secreto, escolhem os delegados que representam seus interesses. Além das primárias tradicionais (realizadas na maioria dos Estados), algumas unidades optam pelas caucuses: pequenas assembleias, geralmente compostas por militantes partidários, que têm a mesma função das primárias, mas com a principal diferença de que em uma caucus o voto é público.
As primárias e as caucuses possuem uma quantidade de delegados proporcional ao tamanho da população do Estado que representam, ao passo os pré-candidatos mais votados recebem um número de delegados proporcional à quantidade de votos obtidos. Em 2012, serão 38 primárias e 17 caucuses, que, juntas, distribuirão 2.286 delegados. Será candidato aquele que, na Convenção, obtiver os votos de ao menos 1.144 delegados.