segunda-feira, 30 de julho de 2012

Capital privado reforça poderio do exército chinês

O ELP não se pode queixar de falta de financiamento. Nos últimos tempos, o orçamento de defesa aumentou anualmente em mais de 10%, tendo este ano, o aumento da despesa com a defesa sido de 11%. Os gastos da China com a defesa continuam a crescer mais que o PIB. Pequim continua a considerar como prioritário o aumento do poderio militar do ELP, não só não olhando a despesas como também buscando novas fontes de financiamento dos programas de defesa. Desse ponto de vista, é bastante lógico o nivelamento dos direitos dos investidores privados relativamente às empresas estatais que trabalham no setor da defesa.
Agora as empresas privadas terão o direito a participar na conceção e fabrico de armamento, assim como na restruturação das empresas de defesa estatais. Mais tarde será elaborada a lista do armamento em cuja conceção e produção poderão ser utilizados os meios de investidores privados. Entretanto, a resolução ressalva que o acesso a esse setor só estará aberto a investidores da China continental. Até agora eles só podiam fornecer componentes e alguns materiais à indústria de defesa sem participar nos grandes projetos.
Neste momento a China tem em curso uma série de projetos importantes que incluem a criação de novos aviões de combate, a construção de porta-aviões e outros navios de guerra, o desenvolvimento do programa espacial e o reforço das capacidades do exército na guerra moderna das informações com a ajuda de redes informáticas. O acesso do capital privado à indústria de defesa dará ao ELP capacidades acrescidas para um rearmamento tecnológico, considera o perito militar russo Igor Korotchenko:
“É evidente que na nova etapa de desenvolvimento se irão abrir as portas para que o capital privado possa se associar ao cumprimento das tarefas mais importantes da defesa nacional. É preciso sobretudo ter em conta que a exportação de armamento chinês está a crescer de forma ativa em todos os segmentos. Os novos investimentos irão permitir desenvolver as melhorias militares para atribuir ao ELP capacidades acrescidas para a projeção de força e defesa dos interesses nacionais do Império Celestial.”
Segundo os peritos da empresa de análises estadunidense IHS Jane’s, nos próximos cinco anos o orçamento de defesa da China irá duplicar. A análise foi efetuada sem considerar os investimentos privados: se trata só dos gastos com a defesa a serem aprovados. As despesas chinesas com a defesa irão aumentar à medida que Pequim for modernizar os seus caças e outro material militar. Os peritos associam o aumento das despesas com a crescente atividade militar dos EUA na Região da Ásia e Pacífico (RAP) o que, na opinião da China, ameaça os seus interesses estratégicos.

Dilma mantém distância do mensalão e se ocupa com Mercosul

Enquanto petistas e tucanos trocaram farpas por causa do julgamento do mensalão, a presidente Dilma Rousseff procurou manter distância do assunto. Nesta segunda-feira (30), a presidente se dedicou à reunião de cúpula do Mercosul e a encontros com ministros para preparar a agenda positiva do governo que será lançada entre agosto e setembro.
Nesta terça-feira, Dilma comanda a reunião do Mercosul, com a presença dos presidentes Cristina Kirchner (Argentina), José Mujica (Uruguai) e Hugo Chávez (Venezuela), para confirmar a adesão da Venezuela ao bloco. No meio da tarde desta segunda-feira, Dilma se reuniu com o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. À noite, ela poderá se encontrar com Chávez. Pela manhã, a presidente se reuniu com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, com o ministro da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, e com o interino da Fazenda, Nelson Barbosa.
 

Sesa confirma mortes por Gripe A em Campo Mourão e Marilena

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou mais oito mortes ocasionadas pela Gripe A no Paraná. De acordo com o boletim divulgado na tarde desta segunda-feira (30), três casos ocorreram na última semana em Campo Mourão (na região Centro-Oeste), Marilena (no Noroeste) e Marmeleiro (no Sudoeste).
As outras cinco mortes registradas aconteceram em semanas anteriores e foram confirmadas tardiamente, pois o encerramento do caso dependia de exames complementares. “Como aconteceu nas semanas anteriores, neste informe também registramos mortes em pacientes com comorbidades ou que procuraram o serviço de saúde tardiamente”, explica o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, em entrevista ao site da Sesa.
Desde a divulgação feita na semana passada, foram confirmados 88 novos casos da doença no Paraná. Ao longo deste ano, o estado teve 986 casos e 33 mortes no Paraná por influenza A (H1N1).
Segundo levantamento feito pela Sesa, 70% das mortes por influenza A (H1N1) ocorridas em 2012 foram de pacientes que tinham doenças pré-existentes, como cardiopatia crônica, doença mental, pneumopatia e diversos tipos de cânceres.
Os números do Paraná são os menores entre os estados da região Sul. Santa Catarina registra 741 casos e 72 mortes e o Rio Grande do Sul tem 340 casos graves e 47 mortes.
240 mil doses foram distribuídas
A Sesa informou que no último sábado (28) o Paraná recebeu mais 240 mil doses da vacina e que este material já está sendo repassado aos municípios. Mais 160 mil doses deverão chegar ao Estado ainda nesta semana.
A vacina é a mesma oferecida durante a campanha de vacinação de maio e protege contra os três vírus influenza que mais circulam no país: Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B.

Palestinos criticam Romney por chamar Jerusalém de "capital de Israel"

RAMALLAH, Cisjordânia, 30 Jul(Reuters) - Os palestinos acusaram o candidato republicano à Presidência dos EUA, Mitt Romney, nesta segunda-feira de minar as perspectivas de paz ao chamar Jerusalém de "capital de Israel", ignorando as suas próprias reivindicações sobre a cidade e boa parte da opinião mundial.
Romney usou o termo no domingo, recebendo aplausos da plateia israelense na Cidade Santa, durante uma viagem para se apresentar como principal aliado de Israel antes da disputa eleitoral de 6 de novembro contra o presidente norte-americano, Barack Obama.
"Condenamos as suas declarações. Aqueles que falam sobre a solução de dois Estados devem saber que não pode haver Estado palestino sem Jerusalém Oriental", disse o chefe negociador palestino, Saeb Erekat, à Reuters nesta segunda-feira.
"O que este homem está fazendo aqui é apenas promover o extremismo, a violência e o ódio, e isso é absolutamente inaceitável", afirmou ele. "Suas declarações estão apenas recompensando a ocupação e a agressão".
Israel tomou Jerusalém Oriental durante a guerra de 1967. A Resolução do Conselho de Segurança da ONU condena uma lei israelense de 1980 que declarou Jerusalém a capital "completa e indivisível" do país como uma violação do direito internacional.
A maioria dos países, incluindo Estados Unidos, não reconheceu a declaração de Israel e manteve suas embaixadas na cidade costeira de Tel Aviv.
Candidatos presidenciais norte-americanos anteriores, incluindo o então senador Obama em junho de 2008, referem-se a Jerusalém como capital de Israel antes das eleições, apenas para voltar atrás quando assumem o poder e sugerir que a questão deve ser resolvida por negociações.
Um assessor do presidente palestino, Mahmoud Abbas, Nabil Abu Rdeineh, disse que as declarações de Romney eram inúteis, ficavam no caminho de um acordo de paz e "contradiziam as posições anteriores mantidas pelo governo norte-americano".
O secretário-geral da Organização de Libertação da Palestina (OLP), Yasser Abed Rabbo, disse que "os formuladores de política norte-americanos devem abandonar a hipocrisia e parar de tentar ganhar votos à custa dos direitos do povo palestino".

Putin promete reforçar forças nucleares navais do país

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, supervisionou o início da construção de um submarino nuclear de nova geração e prometeu reforçar as forças nucleares navais do país, principalmente para proteger os interesses russos na região do Ártico, rica em petróleo.
Putin comandou a cerimônia de início da construção do submarino Príncipe Vladimir, cujo nome homenageia o fundador do Estado precursor da Rússia moderna. Esse será o quarto submarino da classe Borei, projetado para transportar um dos mais novos e poderosos mísseis nucleares intercontinentais do país, o Bulava (clava)
"Acreditamos que nosso país deveria manter seu status como uma das principais potências navais", disse Putin a comandantes militares e funcionários do governo no estaleiro Sevmash, no norte da Rússia. "Antes de mais nada, estamos falando no desenvolvimento da parte naval das nossas forças estratégicas nucleares, e o papel da Marinha em manter nossa paridade nuclear estratégica."
Putin está empenhado em fazer dos submarinos e dos mísseis transportados por eles a parte central da Marinha russa, que receberá quase um quarto dos 20 trilhões de rublos (cerca de 620 bilhões de dólares) a serem gastos até o final da década.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Irã prepara lançamento novos sistemas militares, diz ministro


O ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, disse hoje (25) que o país está preparado para lançar dois novos sistemas militares. O militar não deu detalhes, mas explicou que a linha de produção iraniana tem 'alta precisão''e envolve mísseis e hidroaviões. O Irã é alvo de suspeitas da comunidade internacional que desconfia da produção de armas atômicas no país.
Porém, as autoridades iranianas negam a produção de arsenal atômico na região. De acordo com as autoridades do Irã, o programa nuclear tem o objetivo de produzir material para fins pacíficos. No entanto, a comunidade internacional não confia nas informações e adotou sanções ao Irã. As restrições incluem sanções comerciais, financeiras, econômicas e militares.
"Nos últimos anos, o Irã tem feito avanços importantes no setor de defesa e alcançado a autossuficiência na produção de equipamentos e sistemas militares", disse o ministro. Segundo ele, o governo se preocupa em assegurar o sistema militar do Irã como meio de garantir segurança em caso de ameaças.

PT e PCdoB criam no Brasil comitê para apoiar reeleição de Chávez

 O PT e o PCdoB, com apoio de movimentos sociais e sindicais, anunciaram na noite desta terça-feira a criação de um comitê para apoiar à reeleição do presidente venezuelano Hugo Chávez. Em ato que aconteceu na sede do partido comunista, em São Paulo, integrantes de ambos e partidos leram um manifesto para prestar "solidariedade e realizar atividades para difundir e alertar o mundo sobre o plano da direita".
A secretaria de relações internacionais do PT, Loli Ilíada, explica que o objetivo é evitar que o concorrente de Chávez nas eleições venezuelanas, Henrique Caprilles Randonski, se apresente como um candidato ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Até essas eleições anteriores, o alinhamento da oposição (de Chávez) com os Estados Unidos era muito claro. Só que existe na Venezuela, como existe em grande parte da América Latina, um sentimento contrário aos Estados Unidos. Por isso, a tática agora é pouco distinta. É não se apresentar como alguém vinculado aos Estados Unidos, mas como alguém vinculado a setores importantes do Brasil. O comitê pode ir desmontando essa articulação", defendeu.
Apesar de ter Chávez ter contratado como marqueteiro político o petista João Santana, responsável pelas campanhas de Lula e da presidente Dilma Rousseff, Ioli nega que o comitê seja parte da estratégia de Santana para levar Chávez à vitória
"Na verdade, nós debatemos essa necessidade num encontro que realizamos agora na Venezuela. Discutimos essa necessidade não só no caso venezuelano, mas no caso paraguaio também. Então isso tem mais a ver com articulação política do que com jogado de marketing. Isso eu posso te garantir", argumentou.
Ainda assim, durante a leitura do manifesto, integrantes do comitê prometeram atrapalhar o sono de Capriles, caso ele venha para o Brasil em busca de apoio. "Se o Capriles vier vai ter escracho contra ele", gritou uma das lideranças do Levante Popular da Juventude, movimento que usou organizou recentemente uma série de manifestações na frente da casa de militares, acusados de tortura durante a ditadura militar.
A próxima reunião do comitê está marcada para o próximo dia 31 de julho, quando o próprio presidente venezuelano deve desembarcar em Brasília, por conta da entrada da Venezuela no Mercosul.
Além de PCdoB e PT, a Central Única de Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE) também fazem parte do grupo que irá coordenar as ações do comitê.